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06/07/2010 - 13h24 A merecida valorização do servidor que cuida da água

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA) denuncia a postura de desrespeito com o servidor público adotada pelo diretor do DMAE, que desqualifica o trabalho dos municipários. Em reunião com a categoria, no dia 28 de junho, declarou publicamente: “O servidor da empresa terceirizada trabalha melhor que o servidor concursado.” Sua defesa da terceirização esconde um posicionamento político voltado à privatização.
O fornecimento de água em Porto Alegre sempre foi exemplo de qualidade para todo o país. E o custo da água distribuída pelo DMAE também é mais acessível ao consumidor do que em outras cidades. Essa combinação, alta qualidade e baixo custo, foi construída com o esforço do servidor do quadro de carreira do DMAE. Ao contrário do que argumenta o atual diretor do Departamento, são os servidores concursados que mantém esse serviço, tão essencial para o cidadão, funcionando, independente dos sucessivos desmandos políticos praticados a cada troca de gestor.
Quando se fala em terceirização, é importante lembrar os acidentes trágicos que ocasionaram a morte de duas pessoas na Capital, resultado de serviços públicos mal executados por empresas terceirizadas. Também não está resolvido o escândalo envolvendo a contratação da empresa Sollus, investigada pela Polícia Federal no caso de desvio de recursos da saúde que ultrapassam R$ 9 milhões.

Terceirizar é melhor para quem?
O servidor concursado, quando ingressa na carreira, assume o compromisso social com o patrimônio público e com a prestação de serviço à população. Está capacitado para executar a sua função, independente dos interesses políticos dos gestores.
Na iniciativa privada, o interesse é pelo lucro, muitas vezes conquistado na precarização do trabalho e no uso de materiais mais baratos e de baixa qualidade.
O SIMPA faz um alerta à população de Porto Alegre. A água é um bem público, essencial para a vida no planeta. É responsabilidade do poder público instituído garantir a sua distribuição e seu acesso em condições adequadas à saúde para todas as pessoas.
Essa responsabilidade não pode ser privatizada. Nem mesmo terceirizada, como defende o diretor do DMAE.

Carmen Padilha
Presidente do SIMPA